4*Como a amiga ainda não tinha descido, decidiu circular pelos
jardins, ainda desertos àquela hora. Havia apenas alguns músicos
que terminavam de montar seus instrumentos no palco armado
em meio ao gramado. Assim que se aproximou, teve sua atenção
despertada para um deles, um jovem de beleza incomum que
ensaiava algumas notas ao violino enquanto o resto do grupo
ligava fios às caixas de som. Alto, magro, com cabelos ruivos que
lhe caíam até a cintura e vestido com um smoking, o rapaz parecia
indiferente ao atarefamento dos colegas. Tocava, de olhos
fechados, uma melodia capaz de emocionar qualquer pessoa, até
mesmo Andréia, mais chegada a um rock, um metal pesado ou
qualquer coisa que tivesse mais ritmo do que som.
A música do rapaz não tinha batida, mas fazia bater mais
forte seu coração. Não como imagem poética, mas como fato
incontestável. Surpreendida pela suave taquicardia provocada pela música, a menina aproximou-se do grupo e ficou escutando.
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